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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Fofoca no escritório

A fofoca já é uma coisa chata na vizinhança da gente, no trabalho além de ser chata é também anti-ética. Falar mal dos colegas para "puxar o tapete" demonstra inveja e insegurança. E depois o patrão paga para trabalhar e não para fiscalizar a vida dos outros, certo?

A fofoqueira de plantão do escritório e sempre tolerada pelo chefe, que gosta de saber das novidades porque é útil para ele, mas que no fundo sente uma profunda antipatia e desprezo por essa pessoa.

Levar e trazer notícias pode parecer um "serviço de utilidade pública", mas as fofoqueiras, aquelas que esquecem do serviço para fiscalizar os outros, normalmente são deixadas de lado na hora das promoções?

Por quê será, hein? Talvez porque o perfil do funcionário eficiente não tenha nada a ver com a pessoa que fica o tempo todo preocupada com os outros e esquece de cumprir suas obrigações. Para subir na empresa você precisa mostrar que faz bem seu trabalho e que é capaz de cooperar e participar de trabalho de equipe, características que a fofoqueira provavelmente não tem.

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Ajuda para fazer o currículo

Se você precisa fazer o seu currículo e não sabe por onde começar, entre em contato comigo que posso ajudar. Até posso fazer por encomenda, enviar por email ou por correio. Também dou ajuda online pelo formulário de messenger (meebo) aí na lateral do blog. Estou online das 8 às 9 da manhã, de segunda a sexta, qualquer problema fale comigo!

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Minha vizinha está desempregada

Pois é, minha vizinha está desempregada. Pediu demissão há 4 meses para ficar mais tempo em casa e cuidar do filho de 1 ano, que praticamente não via mais. Foi tudo de comum acordo com o marido, que concordou em fazer hora-extra para suprir as necessidades da família.

Concordou mas não cumpriu, aluguel atrasado, brigas... ele foi embora. Ficou a vizinha, desempregada, filho pequeno para criar. Não é uma situação incomum, muita gente passa por isso todo dia. Vai à luta, arranja emprego, cria o filho sozinha.

Não é o caso da vizinha. Isso aconteceu já faz um mês e ela acorda tarde, fica na casa da outra vizinha batendo papo, falando mal do marido em tom de voz alto para assegurar que todos os vizinhos ouçam, ouvindo música e vendo TV.

Espicha os olhos para os maridos das outras vizinhas, imagine. Um perigo! Mas é claro que acho essa atitude deplorável. Não foi assim que eduquei minhas filhas, felizmente. Sempre ensinei que primeiro a gente constrói uma carreira, estuda, tem uma profissão. Depois a gente se casa. Se não der certo é uma pena, mas a vida não para por causa disso. E nem paramos de comer.

Mas como minha vizinha há muitas outras por aí. Na certa espera outro candidato para assumir a manutenção da casa, porque para mim parece óbvio que na cabeça dela não passa nem de longe a idéia de assumir esse encargo.

É uma pena porque ela tem a oportunidade de tomar a direção da própria vida nas mãos. Tem a chance de conquistar sua liberdade e seu lugar ao sol. A chance de ser alguém independente e produtivo, que não tem que aturar o que não deseja nem satisfazer os desejos de outrem - a não ser que também sejam os seus.

Como minha vizinha há muitas outras que acham que um homem lhes proporcionará tudo o que sonharam. Esse homem - que nas histórias vinha montado num cavalo branco - só existe em suas imaginações. O príncipe do cavalo branco na verdade somos nós mesmas. Quem pode proporcionar o que você sonha é você mesma, com seu trabalho. Quando você conseguir isso deixará de ser escolhida. Quem se garante e se mantém conquista o direito de escolher.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Feriado da "consciência negra"

Esse feriado é municipal e Diadema aderiu. Quando vim para cá era novidade e eu ficava cismando sobre os motivos desse feriado. Tenho para mim que esse nome "consciência negra" parece mais coisa de político. Ou será que eles não têm consciência?

Devia haver também um feriado para mulher que trabalha fora. Haja Deus, é tanta correria para equilibrar casa e trabalho! A gente tem que matar um leão por dia! E matar só não adianta, tem que matar, tirar o couro, cozinhar a carne pro almoço, congelar o resto pra janta e ainda por cima limpar a sujeira toda!

Arre que vida de mulher que trabalha parece filme. Sempre cheia de emoções e novidades. Uma hora a lavadora quebra, na outra o filho rola da escada. O cachorro morde o menino do vizinho. E o chefe quer aquele projeto pronto pra ontem! Você que se vire pra dar conta de tudo e estar toda perfumada e de camisola sensual à noite, senão vai ter que virar pai e mãe de seus filhos.

Ufa, ainda bem que hoje é feriado...

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Fazendo aliadas contra o assédio

Se você trabalha num local onde haja mais mulheres e sofre assédio, é possível que o seu "assediador" também o faça com outras, porque a raposa perde o rabo mas não perde a mania. Portanto, a melhor forma de parar com esse incômodo seria conversar com as outras e conseguir aliadas, outras funcionárias que também sejam incomodadas pelo distinto cidadão e que estejam dispostas a fazê-lo parar.

Se houver um bom número de funcionárias que concordem em tomar providências, a coisa pode ser resolvida "em casa", por assim dizer. Basta unirem-se e irem falar com o chefe imediato dele. Se ele for o patrão supremo, também funciona irem conversar com ele a portas fechadas, de preferência todas juntas e levando consigo seus maridos, namorados, pais ou irmãos. Quanto mais gente, melhor.

Se nada for conseguido com isso, seria a hora de uma denúncia à justica, seja do trabalho ou mesmo a justiça comum. Com várias denunciantes o caso ganharia força e com certeza seriam ouvidas. Com várias denunciantes seria muito mais fácil de comprovar-se o assédio do que com uma só.

Pense nisso e se for o caso, comece a juntar aliadas para tomar providências. Não permita que abusem de você no seu ambiente de trabalho.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Seu marido tem ciúme do seu trabalho?

É comum o marido ter ciúme do trabalho da esposa, principalmente se ela dedica muito tempo e atenção ao que faz. No meu caso, por exemplo, além das horas que normalmente passo na escola dando aulas, ainda tenho contato com os pais dos alunos, preparo aulas em caso, corrijo lições, em suma, dedico uma boa parte do meu tempo à escola, mesmo quando estou em casa.

Como o irmão mais velho que se queixa da atenção exagerada que ele julga que a mãe dá ao irmão caçula, é comum o homem queixar-se de que a mulher dá mais atenção ao trabalho que a ele mesmo. Já tive até um namorado que um dia me disse, irado: "Você devia se casar com seus alunos porque não dá bola pro seu namorado".

Acusações assim são difíceis de engolir, porque se nos esmeramos no que fazemos é porque dependemos do que fazemos para viver, e queremos desempenhar nosso trabalho de forma eficiente. Mas os homens não perdoam toda essa eficiência, acho que queriam um emprego que simplesmente sumisse quando eles aparecessem em casa.

Quando seu marido reclama demais do seu emprego, acho que cabe também um exame de consciência de sua parte, quem sabe você não está se escondendo atrás do serviço para fugir dos problemas de casa? Eu mesma já fiz isso e descobri que esse comportamento não resolve nada, só complica as coisas.

O melhor mesmo é você conversar com seu marido e juntos descobrirem QUANTO de sua vida particular pode ser sacrificado com seu trabalho e QUANTO deve ser dedicado a vocês. Estabelecidos os limites trate de respeitá-los porque se não o fizer estará abrindo a porta para uma vida voltada apenas para o trabalho em detrimento de todo o resto.

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Blogar por profissão

Sempre gostei de escrever e essa história de ficar de casa para o trabalho e do trabalho para casa já me cansou. Acho que enquanto tinha filhos pequenos e tinha que criá-los era justo que me sacrificasse por eles, mas agora que estão por sua própria conta posso relaxar um pouco.

A idéia de ficar em casa escrevendo é super tentadora. Meu marido acha que não vou agüentar ficar longe do convivio dos alunos, mas nem sei se vou parar totalmente de dar aulas. Se conseguir conciliar um número pequeno de classes com o estilo de vida que quero ter e o ritmo de trabalho que quero atingir não vou largar, mesmo porque fiquei anos me aperfeiçoando na área do ensino e nos idiomas inglês e espanhol.

Mas que a escravidão está com os dias contados, isso você pode apostar!

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Assédio sexual

Imagino que toda mulher já sofreu, sofre ou sofrerá assédio sexual no ambiente de trabalho. O que caracteriza o assédio é o uso do poder hierárquico para exigir ou coagir a mulher para obter favores sexuais.

Demorou para que a legislação abrisse os olhos para esse autêntico crime cometido contra as trabalhadoras que necessitam de seu emprego para viver. E muitas de nós preferem ganhar o pão de cada dia com dignidade, ou seja, fazendo exatamente aquilo que somos pagas para fazer, não incluindo aí favores de qualquer natureza, principalmente a sexual.

Há chefes e chefes, alguns acham que por ter mulheres sob suas ordens podem usar e abusar, fazer gracinhas de mau-gosto ou pressioná-las pra que o sirvam de outras formas que não estão explicitamente mencionadas no contrato de trabalho.

Infelizmente a justiça abre-nos uma porta para um cômodo vazio quando nos acena com a possibilidade de recorrer a ela em caso de assédio. Os casos dessa natureza são difíceis de comprovar, já que as possíveis testemunhas também estão sob o jugo do réu. Dificilmente um colega de trabalho irá testemunhar contra o patrão, e há casos em que a funcionária conseguiu provar o assédio mas foi demitida a seguir.

A justiça também vê a mulher que queixa-se de assédio como uma possível golpista. A exemplo do que acontece com as que se queixam de estupro, elas são tratadas como se fossem elas as criminosas e não o acusado.

Ainda impera entre nós o pensamento machista de que se o homem avançou o sinal é porque a mulher permitiu ou o fez pensar que seria bem-vindo, seja por seu comportamento ou por sua maneira de vestir-se. Ou seja, para provar o assédio primeiro a mulher TEM QUE PROVAR QUE NÃO PARTIU DELA O CONVITE, mesmo que indiretamente.

Muitos chefes ainda se justificam alegando que "ela dava bola" ou "também, olha a roupa que ela veste", como se o modo de uma pessoa trajar-se fosse um convite implícito para o sexo. O fato de uma mulher usar uma calça justa, uma blusa decotada ou uma saia curta não dá a ninguém o direito de vir com gracejos ou fazer propostas cabeludas. O fato de ser bonita, alegre e comunicativa não dá a ninguém o direito de aproximar-se e pressioná-la para obter dela favores sexuais.

Apesar de todas as dificuldades, ainda acredito piamente que a mulher não deve abaixar a cabeça, e mesmo não concordando, ouvir calada e agüentar as pressões dessa natureza. Rendemos bem em um ambiente de trabalho saudável e agradável. Portanto se seu chefe vier com gracejos não solicitados corte, ameace, esbraveje. E se for o caso, denuncie.

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domingo, 9 de novembro de 2008

Aposentadoria

Depois de mais de 30 anos na correria entre casa e trabalho, ano passado finalmente me aposentei. Mas qual, não mudou nada, além de um aumento na renda mensal. Continuei na mesma lida, corre daqui pra lá e de lá pra cá.

Em primeiro lugar eu gosto do que faço e gosto de me sentir um membro participante e ativo da sociedade como um todo. Adoro sentir que também contribuo com minha mísera parcela para o engrandecimento do país.

Também acho que quem se enfia em casa acaba embotando a mente e ficando com Alzheimer, artrite, diverticulite e outros "ite", além de chatice crônica e imbecilidade aguda. E não é justo batalhar tanto para crescer como profissional e depois largar tudo.

A solução que encontrei foi ir reduzindo aos poucos, ano passado estava com 13 classes, agora estou com 9 (o que ainda é muito), ano que vem estou reduzindo para 6. A idéia é ficar mais tempo em casa e curtir a vida e a família.

De que adianta trabalhar tanto e batalhar para ter conforto, um sonzinho maneiro, pc legal, Tv última geração, se não temos tempo de relaxar e curtir nada disso? Não dá, não é? Então aos poucos vou me afastando, à medida que vou me dedicando mais aos blogs, que irão preencher meus dias nos anos vindouros.

A idéia principal é trocar de profissão, ficar mais em casa, curtir a vida e não ficar presa a horários e patrão. Quem sabe assim essa história de "mulher que trabalha" mude.

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Dia das bruxas

É dia das bruxas e a bruxa aqui já andou pela casa agarrada na vassoura, depois eu fui para o tanque, para a pia, o fogão e agora repouso meu corpo alquebrado de tanta escravidão na cadeira em frente ao pc. E isso porque sexta-feira é meu dia de folga!

Agora imaginem se não fosse. Fui à escola de manhã porque precisava dar uma prova de segunda chance a alguns alunos que não conseguiram nota na primeira. E isso depois de 5 aulas de monitoria, com tudo explicadinho de novo tintim por tintim. E acredita que alguns não passaram?

Quando acontece isso dá vontade de jogar tudo pro alto e ficar mofando em casa. Sinceramente há horas em que me sinto inútil, falando com as paredes. A gente prepara a aula, explica da melhor forma, dá segunda chance quando não conseguem. De 9, 2 fizeram tudo aquilo exatamente que eu falei que não era para fazer. Cometeram aqueles mesmos erros de novo.

Onde será que está o erro? Juro que procuro formas todos os dias de facilitar, mas parece que tem gente que nasceu pra complicar. Me dá um desânimo... Cada vez que um aluno não consegue quem se sente fracassada sou eu. Parece que cada aluno que tira nota abaixo da média na verdade está dando uma nota PARA MIM. A cada aluno que avalio parece que estou avaliando a mim mesma e ao meu trabalho.

Tomara que na prova final o resultado seja diferente...

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