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terça-feira, 19 de junho de 2012

Culpas, quem não as tem?

Lembro-me que a primeira vez que fui trabalhar depois de ter meu primeiro bebê eu me sentia muito dividida. Eu sentia que precisava trabalhar para suprir as necessidades da família, dar conforto, escola, roupa, comida. Também achava que tendo minhas realizações profissionais não sobrecarregaria a criança, tornando-me uma mãe obsessiva e controladora. Mas por outro lado sentia-me “abandonando” a criança, como se o fato de sair de casa e passar uma parte do dia longe do bebê me tornasse uma mãe pior.

Hoje todos os meus “bebês” estão criados e aquele primeiro que eu deixei com o coração pesado de culpa e a cabeça cheia de apreensões já tem 34 anos. Outros bebês vieram e foram devidamente “abandonados” para que eu reassumisse minhas funções profissionais, meu papel de indivíduo produtivo junto à sociedade. Mas lembro-me perfeitamente da  culpa, da incerteza se estaria fazendo a coisa certa.

E o pior nessa culpa é que não há respostas imediatas, elas virão com o tempo e podem demorar décadas. Hoje eu sei que estava fazendo a coisa certa, mas essa resposta é só minha. Porque eu sei agora que se não tivesse explorado minha capacidade de criação, minha eficiência profissional, eu seria uma pessoa frustrada e certamente descarregaria esse frustração em cima de meus filhos. Com certeza eu os cobraria todos os dias por ter largado minha profissão pra criá-los.

Outras mulheres podem fazer uma opção diferente e mesmo assim estarem corretas. A resposta está dentro de você e só você conseguirá ouví-la. Tudo o que você precisa é ouvir seu coração, e certamente tomará a decisão mais acertada.

Zailda Coirano – SOS Idiomas & Digital Goods

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Como conseguir vaga em uma creche

creche212De acordo com dados do IBGE, pelo menos 30% das mulheres com filhos de 0 a 6 anos não conseguem vagas em creches públicas para seus filhos. Só na cidade de São Paulo, por exemplo, há pelo menos 100 mil crianças aguardando por uma vaga nas creches públicas.

Esse número torna-se ainda maior se levarmos em conta que nem todas as crianças são cadastradas na lista de espera das creches.

Segundo a legislação, apesar de não ser obrigatória a matrícula em uma creche, é obrigatório fornecer vagas para todas as crianças.

Para fazer valer seus direitos, aí vão algumas sugestões para que você consiga uma vaga para seu filho:

  1. Procure a creche mais próxima de sua casa.
  2. Use o Google como ferramente para encontrar outras creches em seu bairro.
  3. Não deixe de inscrever seu filho nas listas de espera.
  4. Procure a vaga o mais cedo possível, até mesmo antes de seu filho nascer.
  5. Caso a espera seja muito prolongada, procure a Diretoria Regional de Ensino para lutar por uma vaga.
  6. Outras opções para lutar por uma vaga são a Defensoria Pública e a Ministério Público.
  7. Se não houver uma solução, procure o Promotor de Justiça da Infância e Juventude.

É muito importante que a criança seja assistida durante o período do dia em que a mãe está trabalhando, tanto para garantir um desenvolvimento emocional sadio para a criança quanto para que a mãe possa dedicar-se à sua carreira sem a preocupação por ter deixado a criança em poder de vizinhos ou amigos.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Onde deixar os filhos?


Esse é um problema antigo, o tempo passa e pouco se faz para melhorar o panorama. A mulher tem que trabalhar e com quem ficam os filhos?

A avó ou tia

Deixar com uma pessoa da família é uma boa opção, mas como todas tem seus prós e contras. Se por um lado ficar com alguém da família tranquiliza porque se sabe que é alguém que tem laços afetivos e de sangue com a criança, além de ser uma pessoa próxima e que conhecemos bem, há a desvantagem da interferência porque nem sempre a avó ou tia concorda com o tipo de educação que damos ao nosso filho, e como fazem parte da família e tomam conta da criança uma boa parte do dia podem sentir-se no direito de interferir diretamente na educação e nas decisões que envolvem o futuro ou o bem-estar da criança.

As coisas precisam ser muito bem conversadas antes e os limites estabelecidos desde cedo, os pais devem deixar claro desde cedo que não estão abrindo mão de parte do controle sobre a criança mas sim deixando-a ao cargo da avó uma parte do dia para trabalhar. Deve também ficar bem claro se a criança irá para a casa da pessoa ou se a pessoa ficará na casa da criança durante o tempo em que passará com ela. Também pode-se conversar sobre uma 'compensação financeira simbólica' no caso de a pessoa passar muito tempo com a criança.

Creches

As empresas com um determinado número de funcionários seriam teoricamente obrigadas por lei a manter uma creche para suas funcionárias, mas nem sempre isso é cumprido. Algumas empresas têm convênios com creches ou têm um programa de administração parcial. Consulte o departamento pessoal de sua empresa ou fale com funcionárias que também têm filhos. Isso pode inclusive facilitar pois vocês poderão revezar-se para levar ou buscar as crianças, economizando tempo e dinheiro.

No caso de sua empresa não ter um programa de creches, consulte suas vizinhas e opte por alguma em seu bairro, mas é importante que você vá antes verificar e que todas as suas dúvidas sejam respondidas a contento. Também é interessante levar a criança para que se acostume com a idéia aos poucos. No início pode ser traumático mas aos poucos ela deve se adaptar, e se isso não acontecer você deve analisar porque isso está ocorrendo e se for o caso, trocar de creche.

Babá

É comum as crianças ficarem com uma babá ou empregada doméstica, mas antes de contratá-la é importante pedir referências e checá-las. Também é importante checar o endereço (ofereça-se para levá-la em casa) e fazer algumas perguntas para saber de sua experiência anterior com crianças e como lida com elas.

Infelizmente para trabalhar somos obrigadas a ficar boa parte do dia fora, e como nossas crianças não podem ficar sós é necessário providenciar quem fique com elas. Haverá erros mas temos que aprender a superá-los e aprender com eles. Não se desespere porque 'faz parte' e lembre-se de que você não está só, estamos todas no mesmo barco.

O que importa é a qualidade

É importante conviver com a criança mas ela também deve aprender a se relacionar com outros adultos fora do meio familiar e tenha a certeza de que no final das contas isso será benéfico para ela. E lembre-se de que em se tratando da atenção que você dá à criança, o importante é a qualidade e não a quantidade. Mais vale uma mãe que chega em casa satisfeita por ter cumprido seu dever de trabalhadora e que contribui para o sustento da casa e que está com saudade e disposta a ouvir como foi o dia da criança que uma mãe frustrada e sem paciência, que grita com ela o dia todo.

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