quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Blogar por profissão

Sempre gostei de escrever e essa história de ficar de casa para o trabalho e do trabalho para casa já me cansou. Acho que enquanto tinha filhos pequenos e tinha que criá-los era justo que me sacrificasse por eles, mas agora que estão por sua própria conta posso relaxar um pouco.

A idéia de ficar em casa escrevendo é super tentadora. Meu marido acha que não vou agüentar ficar longe do convivio dos alunos, mas nem sei se vou parar totalmente de dar aulas. Se conseguir conciliar um número pequeno de classes com o estilo de vida que quero ter e o ritmo de trabalho que quero atingir não vou largar, mesmo porque fiquei anos me aperfeiçoando na área do ensino e nos idiomas inglês e espanhol.

Mas que a escravidão está com os dias contados, isso você pode apostar!

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Assédio sexual

Imagino que toda mulher já sofreu, sofre ou sofrerá assédio sexual no ambiente de trabalho. O que caracteriza o assédio é o uso do poder hierárquico para exigir ou coagir a mulher para obter favores sexuais.

Demorou para que a legislação abrisse os olhos para esse autêntico crime cometido contra as trabalhadoras que necessitam de seu emprego para viver. E muitas de nós preferem ganhar o pão de cada dia com dignidade, ou seja, fazendo exatamente aquilo que somos pagas para fazer, não incluindo aí favores de qualquer natureza, principalmente a sexual.

Há chefes e chefes, alguns acham que por ter mulheres sob suas ordens podem usar e abusar, fazer gracinhas de mau-gosto ou pressioná-las pra que o sirvam de outras formas que não estão explicitamente mencionadas no contrato de trabalho.

Infelizmente a justiça abre-nos uma porta para um cômodo vazio quando nos acena com a possibilidade de recorrer a ela em caso de assédio. Os casos dessa natureza são difíceis de comprovar, já que as possíveis testemunhas também estão sob o jugo do réu. Dificilmente um colega de trabalho irá testemunhar contra o patrão, e há casos em que a funcionária conseguiu provar o assédio mas foi demitida a seguir.

A justiça também vê a mulher que queixa-se de assédio como uma possível golpista. A exemplo do que acontece com as que se queixam de estupro, elas são tratadas como se fossem elas as criminosas e não o acusado.

Ainda impera entre nós o pensamento machista de que se o homem avançou o sinal é porque a mulher permitiu ou o fez pensar que seria bem-vindo, seja por seu comportamento ou por sua maneira de vestir-se. Ou seja, para provar o assédio primeiro a mulher TEM QUE PROVAR QUE NÃO PARTIU DELA O CONVITE, mesmo que indiretamente.

Muitos chefes ainda se justificam alegando que "ela dava bola" ou "também, olha a roupa que ela veste", como se o modo de uma pessoa trajar-se fosse um convite implícito para o sexo. O fato de uma mulher usar uma calça justa, uma blusa decotada ou uma saia curta não dá a ninguém o direito de vir com gracejos ou fazer propostas cabeludas. O fato de ser bonita, alegre e comunicativa não dá a ninguém o direito de aproximar-se e pressioná-la para obter dela favores sexuais.

Apesar de todas as dificuldades, ainda acredito piamente que a mulher não deve abaixar a cabeça, e mesmo não concordando, ouvir calada e agüentar as pressões dessa natureza. Rendemos bem em um ambiente de trabalho saudável e agradável. Portanto se seu chefe vier com gracejos não solicitados corte, ameace, esbraveje. E se for o caso, denuncie.

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domingo, 9 de novembro de 2008

Aposentadoria

Depois de mais de 30 anos na correria entre casa e trabalho, ano passado finalmente me aposentei. Mas qual, não mudou nada, além de um aumento na renda mensal. Continuei na mesma lida, corre daqui pra lá e de lá pra cá.

Em primeiro lugar eu gosto do que faço e gosto de me sentir um membro participante e ativo da sociedade como um todo. Adoro sentir que também contribuo com minha mísera parcela para o engrandecimento do país.

Também acho que quem se enfia em casa acaba embotando a mente e ficando com Alzheimer, artrite, diverticulite e outros "ite", além de chatice crônica e imbecilidade aguda. E não é justo batalhar tanto para crescer como profissional e depois largar tudo.

A solução que encontrei foi ir reduzindo aos poucos, ano passado estava com 13 classes, agora estou com 9 (o que ainda é muito), ano que vem estou reduzindo para 6. A idéia é ficar mais tempo em casa e curtir a vida e a família.

De que adianta trabalhar tanto e batalhar para ter conforto, um sonzinho maneiro, pc legal, Tv última geração, se não temos tempo de relaxar e curtir nada disso? Não dá, não é? Então aos poucos vou me afastando, à medida que vou me dedicando mais aos blogs, que irão preencher meus dias nos anos vindouros.

A idéia principal é trocar de profissão, ficar mais em casa, curtir a vida e não ficar presa a horários e patrão. Quem sabe assim essa história de "mulher que trabalha" mude.

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