domingo, 1 de fevereiro de 2009

Você tem tempo para o lazer?

Por lazer entenda qualquer coisa que você faça e que não envolva responsabilidade, que seja só para dar prazer a você e que não seja prioridade de outras pessoas. Trabalhar é bom mas os médicos apontam que a falta de tempo dedicado ao lazer pode produzir stress, que é o causador de muitas doenças.

Todo mundo precisa de um tempo dedicado a si mesmo e se você não tem acaba sentindo-se enjaulada num mundo cheio de cobranças e responsabilidades, sem espaço para você mesma. É sempre bom reservar algumas horas por semana para fazer alguma coisa que a gente gosta, se você acha que não tem tempo para isso, reserve um horário em sua agenda e não o preencha com outros compromissos de jeito nenhum. Toda vez que esse momento chegar, você sabe que é um tempo só para você, no qual pode fazer o que quiser.

Vale ir ao cinema, caminhar, ir à piscina, ao massagista, relaxar e ler, ouvir música... quem decide o que fazer com esse tempo reservado é você, de acordo com o que gosta de fazer. E não se sinta 'culpada' por recusar outros compromissos nesse horário, coloque a tag 'importante' e não desmarque de jeito nenhum. Nesse momento você tem um encontro marcado com uma pessoa muito importante: você mesma.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Direitos da mulher - Direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los

A nossa sociedade sempre cobrou da mulher que cumprisse seu papel de esposa e mãe e para a maioria de seus membros é inadmissível que uma mulher queira permanecer solteira e 'casar-se' com a profissão que escolheu. Pode ser que ela opte por ter seus filhos mesmo não sendo casada, o que no passado fazia com que ela se transformasse numa pária, vivendo à margem da sociedade.

Hoje pelo menos teoricamente já é aceito que a mulher solteira tenha filhos, mas o fato de recusar-se a casar ou casando, que opte por não ter filhos é visto como algo 'anti-natural'. Se ela não tiver uma desculpa à altura, tipo infertilidade dela ou do marido, sempre terá que responder a um questionário até que se convençam as pessoas de que ela não tem um parafuso a menos não, apenas optou por não ter filhos.

Sou contra o aborto, o que significa que eu não o praticaria sob nenhuma circunstância, mas acho que isso é uma decisão de cada uma, eu por meus valores éticos, morais e religiosos considero o aborto um crime, mas quem considera de outra forma tem todo o direito de decidir. Acho complicado explicar a uma mulher que ela não tem o direito de interromper uma gravidez quando ela sente um 'intruso' crescendo dentro de si mesma. Deve ser complicado para quem é a favor do aborto sentir uma criança que não quer e não planejou crescendo dentro de suas entranhas e ser impedida por lei de impedir que ela entre de vez na sua vida - e para sempre.

Eu dou valor acima de tudo à vida humana, mas há pessoas que crêem que um filho arrasaria suas vidas, então vida é vida e cada um é que sabe o efeito que um filho poderia ter sobre seu destino. Como eu disse, tenho minha opinião mas respeito o direito de decisão que a mulher deve ter, que entendo que não deva ser tolhido ou incentivado por essa ou aquela lei.

Considero que há meios contraceptivos em profusão e que podem ser usados sempre que não se deseje uma gravidez mas se por acaso falharem ou se a mulher se arrepender depois, isso é lá com ela e eu não questionaria jamais o direito que ela tem de fazer o que bem entender. Se uma amiga ou filha minha fosse fazer um aborto eu não moveria uma palha para ajudar ou tornar as coisas mais confortáveis e diria claramente que sou contra - mas daí para a frente é com ela.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Onde deixar os filhos?


Esse é um problema antigo, o tempo passa e pouco se faz para melhorar o panorama. A mulher tem que trabalhar e com quem ficam os filhos?

A avó ou tia

Deixar com uma pessoa da família é uma boa opção, mas como todas tem seus prós e contras. Se por um lado ficar com alguém da família tranquiliza porque se sabe que é alguém que tem laços afetivos e de sangue com a criança, além de ser uma pessoa próxima e que conhecemos bem, há a desvantagem da interferência porque nem sempre a avó ou tia concorda com o tipo de educação que damos ao nosso filho, e como fazem parte da família e tomam conta da criança uma boa parte do dia podem sentir-se no direito de interferir diretamente na educação e nas decisões que envolvem o futuro ou o bem-estar da criança.

As coisas precisam ser muito bem conversadas antes e os limites estabelecidos desde cedo, os pais devem deixar claro desde cedo que não estão abrindo mão de parte do controle sobre a criança mas sim deixando-a ao cargo da avó uma parte do dia para trabalhar. Deve também ficar bem claro se a criança irá para a casa da pessoa ou se a pessoa ficará na casa da criança durante o tempo em que passará com ela. Também pode-se conversar sobre uma 'compensação financeira simbólica' no caso de a pessoa passar muito tempo com a criança.

Creches

As empresas com um determinado número de funcionários seriam teoricamente obrigadas por lei a manter uma creche para suas funcionárias, mas nem sempre isso é cumprido. Algumas empresas têm convênios com creches ou têm um programa de administração parcial. Consulte o departamento pessoal de sua empresa ou fale com funcionárias que também têm filhos. Isso pode inclusive facilitar pois vocês poderão revezar-se para levar ou buscar as crianças, economizando tempo e dinheiro.

No caso de sua empresa não ter um programa de creches, consulte suas vizinhas e opte por alguma em seu bairro, mas é importante que você vá antes verificar e que todas as suas dúvidas sejam respondidas a contento. Também é interessante levar a criança para que se acostume com a idéia aos poucos. No início pode ser traumático mas aos poucos ela deve se adaptar, e se isso não acontecer você deve analisar porque isso está ocorrendo e se for o caso, trocar de creche.

Babá

É comum as crianças ficarem com uma babá ou empregada doméstica, mas antes de contratá-la é importante pedir referências e checá-las. Também é importante checar o endereço (ofereça-se para levá-la em casa) e fazer algumas perguntas para saber de sua experiência anterior com crianças e como lida com elas.

Infelizmente para trabalhar somos obrigadas a ficar boa parte do dia fora, e como nossas crianças não podem ficar sós é necessário providenciar quem fique com elas. Haverá erros mas temos que aprender a superá-los e aprender com eles. Não se desespere porque 'faz parte' e lembre-se de que você não está só, estamos todas no mesmo barco.

O que importa é a qualidade

É importante conviver com a criança mas ela também deve aprender a se relacionar com outros adultos fora do meio familiar e tenha a certeza de que no final das contas isso será benéfico para ela. E lembre-se de que em se tratando da atenção que você dá à criança, o importante é a qualidade e não a quantidade. Mais vale uma mãe que chega em casa satisfeita por ter cumprido seu dever de trabalhadora e que contribui para o sustento da casa e que está com saudade e disposta a ouvir como foi o dia da criança que uma mãe frustrada e sem paciência, que grita com ela o dia todo.

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